23 de janeiro de 2012
5 de dezembro de 2011
Rugindo com o Leão: Pra quem gosta de sentir medo
Postado por
Lucas Leão
Enquanto isso não acontece, eu pensei em fazer um pequeno post sobre filmes que me deixaram com medo. Algumas pessoas (Miguel, cof cof) acham que eu não me assusto com nada e que nenhum filme me dá medo, então eu pensei em recomendar os que conseguiram me deixar com medo, caso alguém que goste de se assustar esteja interessado. Então fechem a porta e a cortina, apaguem a luz e se preparem para apertar o travesseiro com força nas cenas de susto :D vamos lá.
Pra começar, eu devo dizer que os filmes que costumam me assustar são aqueles do estilo “found footage” (“filmagem encontrada”), ou seja, filmes do estilo “Atividade Paranormal”, “[REC]”, “A Bruxa de Blair”. Só que nenhum desses me deixou com medo. Mas os dois filmes sobre os quais eu vou falar aqui agora são desse estilo, marcado principalmente pela câmera tremida, filme gravado como se fosse uma história real, etc. São os chamados “mockumetarys” – documentários falsos. Se você gosta desse estilo de filme, vai gostar muito desses filmes, não muito conhecidos pelo público...
1 – “Grave Encounters”
Eu tenho algumas amigas que são fãs de filmes de terror, quase tanto quanto eu, e que sempre me pedem indicação de filmes. Por muito tempo eu recomendei esse “Grave Encounters” (inédito no Brasil). Quando elas me pediam a sinopse, eu resumia rapidamente: “É tipo ‘Atividade Paranormal’ em um hospício abandonado”. Tem como não amar um filme desses?
“Grave Encounters” é o nome de uma série (fictícia) do estilo de “Ghost Hunters”, que passa no canal SyFy – ou seja, um reality show que se passa em lugares supostamente assombrados para testar se a equipe encontra os tais fantasmas ou não – que nunca foi ao ar. Isso porque, durante a gravação de seu sexto episódio, que se passaria no tal hospício abandonado, toda a equipe de gravação desapareceu. Só foram encontradas as câmeras, dias depois, e o material que estava nelas é o filme que é apresentado.
Embora algumas cenas vistas no trailer possam parecer apelativas ou exageradas, “Grave Encounters” é um filme muito bom, com uma atmosfera perfeita e muito, muito assustador. Com muitas cenas destinadas justamente a criar essa atmosfera, incluindo alguns “behind-the-scenes” da série, que mostram a farsa do programa, o filme é muito fiel a si mesmo. Depois de toda a “preparação”, a equipe passa a noite no hospício. O único problema é que o dia não parece chegar nunca, e eles não conseguem mais sair daquele lugar – pelo menos não com vida.

Fiquem com o trailer:
2 – “Lake Mungo”
Eu assisti dois filmes estilo “mockumentary” vindos da Austrália (minha terra dos sonhos –q). Ambos, “The Tunnel” e “Lake Mungo”, são muito diferentes dos filmes americanos desse estilo por um detalhe: são realmente filmados como documentários, com entrevistas dos envolvidos, tudo que você encontra num especial do Discovery Channel.
Quando assisti “The Tunnel”, não gostei muito dessa inovação, que parecia atrapalhar mais do que ajudar. Mas “Lake Mungo” é algo muito mais, digamos, intenso. A história parece, a primeira vista, bastante simples: trata-se de uma garota que morre afogada em um lago, e seu fantasma assombra a casa da família.
“Lake Mungo” se transforma em pouco tempo em uma história complexa, cheia de segredos descobertos e idas e voltas na trama. Junta-se a isso filmagens e fotos de fantasmas e voilá – é um filme assustador. Recomendo.
Bom, é isso. Caso alguém tenha lido até aqui (-q), aproveite a primeira semana de férias, arranje esses filmes (por download, é claro, porque eles não foram lançados no Brasil) e não se esqueça de sugerir as mudanças nos comentários :D Boa semana!
5 de outubro de 2011
Rugindo com o Leão - Eles fazem. Se chama "pornô"
Postado por Miguel CarvalhoJá esse ano tivemos "Sexo Sem Compromisso", com Natalie Portman e Ashton Kutcher, sobre dois amigos que resolvem fazer sexo só por fazer, sem envolver sentimentos e, claro, não dá certo. Agora, estreia no cinema "Amizade Colorida", que segue a mesma fórmula (inclusive, no estágio de produção, os dois filmes chegaram a ter o mesmo nome) com Justin Timberlake e Mila Kunis.
Se em todas as comédias românticas tudo é igual, o que sempre salva são as piadas e o elenco. E é nesse ponto que "Amizade Colorida" sai na frente. Enquanto Kutcher e Portman tiveram uma química fraca e formaram um casal, digamos, "bem comportado", Timberlake e Kunis formam um casal mais verossímil e infantil, logo, mais divertido. Mas, como sempre, a história é a mesma: sentimentos entram no caminho, bla bla blá.
Um ponto forte da história é não ter essa questão de sentimentos explícita: o casal briga não por sentimentos mal-compreendidos, e reata não para se casar. Eles brigam por coisas da vida, e voltam a ficar juntos por sentirem falta um do outro. É clichê. Mas poderia ser pior.
Se isso é o benefício, o prejuízo é grande: Dylan (Timberlake) é um personagem cético em relação às comédias românticas que Jamie (Kunis) tanto ama, e aproveita para satirizá-las a todo momento. Até aí tudo bem, não fosse o fato do próprio filme se tratar de uma comédia romântica tão previsível quanto a que Dylan critica toda hora, e ele próprio agir como um personagem desses filmes. Se o filme não se levasse tão a sério, talvez poderia ter anulado esse fator.
No mais, é uma comédia romântica como todas as outras, que não tem nada de novo exceto um casal divertido. Vale o programa de domingo à tarde - é melhor que assistir um Faustão - e é mais divertido que a "concorrência" "Sexo Sem Compromisso". Mas não vai muito além disso.
Rugindo com o Leão - Vocês todos tenham cuidado agora...
Postado por Miguel CarvalhoEm 2000, foi lançado "Premonição", um filme sobre um garoto que salva seus amigos de um acidente horrível ao prevê-lo, só para assistir todos morrerem, um por um, depois. O filme agradou e, de três em três anos, foram lançadas sequências que, embora não fossem de qualidade inferior, eram apenas repetições do que já havia sido visto.
Como tentativa de inovar - ou não - foi lançado, em 2009 (2010 no Brasil), o quarto filme, em 3D. Confesso: sou amante de filmes de terror, seja terror psicológico, bem pensado, ou terror trash, gore, e adoro ver, também, um sangue espirrando na tela, principalmente em terceira dimensão. E assim, a opinião geral sobre o quarto filme foi a mesma: divertido, mas nada inovador. E ainda teve um agravante - grande parte do público achou as mortes muito improváveis. Ainda bem que o nome em inglês era "THE Final Destination", então o filme era o último! Certo? Claro que não. "Premonição 4" arrecadou bem nas bilheterias, e incentivaram a produção do quinto filme, que estreiou semana passada nas salas do Brasil.
Antes de mais nada, vale dizer que "Premonição 5" repete um ponto alto do filme anterior: MUITO sangue jorrando na sua cara. Os efeitos em 3D são bacanas, até porque o filme foi filmado em 3D, e não convertido.
Em questão de roteiro, o quinto filme ganha do seu antecessor. Existem muitas inovações na trama (uma que acontece logo no começo: a pessoa que está tendo a premonição não é a última a morrer!), algumas até presentes no trailer, algumas que podem até ser estranhas e talvez tenham atrapalhado a lógica interna do filme... mas foram feitas mudanças. Isso sem contar o final, com uma reviravolta fantástica, que faz o filme inteiro valer a pena!
"Premonição 5" não consegue sair da fórmula que já foi estabelecida - mas, de um certo modo, também não poderia. Mesmo assim, tenta inovar dentro do que já foi visto, de um jeito bacana. Algumas das mortes ainda são muito absurdas, e o estilo geral é mesclado - às vezes é uma morte lenta, às vezes rápida e inesperada. Mas o filme cumpre bem o que promete: mortes ousadas, muito gore... e ainda dá tempo pra um roteiro bem-feitinho e uma elaboração de personagens.
Pra quem gosta do gênero - é o meu caso -, "Premonição 5" é um prato cheio!
Por: Lucas Leão Alves
30 de agosto de 2011
Rugindo com o Leão - Não!
Postado por Miguel CarvalhoRugindo com o Leão - Crise de Meia-Idade
Postado por Miguel CarvalhoTem dois nomes de (muito) peso no elenco: Julia Roberts e Tom Hanks. Quem conhece de filmes provavelmente vai pensar "Nossa, um drama old school bom pra caramba!" Meu melhor conselho é: vá assistir ao filme, mas não com as expectativas altas.
Tom Hanks escreveu, dirigiu e estrelou o filme. Para ele. Fica muito claro que o filme tem muito do autor, e o personagem principal, então, nem se fala. Metaforicamente falando, lógico, porque Larry Crowne começa como um vendedor de uma loja (estilo Wal-Mart) que é demitido pois não fez faculdade. Ele decide, então, voltar à escola e mudar sua vida completamente, começando até a andar de vespa. E a película inteira é sobre isso: Larry Crowne mudando sua vida. Para o público que pretende atingir (leia-se "pessoas que passam pelo que Tom Hanks, digo, Larry Crowne passa" - leia-se "pessoas acima dos 40"), é até interessante por retratar um sonho a ser realizado. Mas para o público em geral - os que estão novos para passar por uma crise de meia-idade ou os que já passaram há muito tempo - o filme não tem apelo nenhum.
O roteiro não vai além disso: uma longa crise de meia-idade (quase duas horas) para um desfecho previsível e que atende às expectativas do personagem. Infelizmente, apesar do potencial do elenco... Nada mais.
Por: Lucas Leão Alves.
27 de agosto de 2011
Rugindo com o Leão - No dia mais claro, na noite mais escura... blablablá
Postado por Miguel CarvalhoExistem muitos Lanternas dentro do universo DC, e o filme foca em um dos primeiros - Hal Jordan, um piloto da Força Aeronáutica americana, completamente irresponsável e irreverente. A apresentação da história dos lanternas em si dura pouco - ponto positivo - e logo somos apresentados a um dos vilões, Parallax, um "ser" praticamente feito da energia proveniente do medo. Parallax se vinga de um alienígena que o aprisionou anos antes e esse alien rosado cai na Terra. Seu anel busca alguém digno de usá-lo, e o anel (é claro) escolhe logo Hal, que fica tão surpreso e cético quanto seus amigos em relação a se o mocinho consegue ou não ser um herói de verdade. Não dava pra ser mais clichê do que isso.
A ameaça de Parallax chega à Terra por meio de um cientista ambicioso que vira "do mal", praticamente, porque é feio e não consegue pegar a mocinha. É a deixa para Hal Jordan resolver que sim, ele deve entrar em ação. Espera, falei cedo demais - dá pra ser mais clichê sim.
Não me entendam mal: "Lanterna Verde" não é um filme ruim. Só não é inovador. Está tudo nos conformes, tudo direitinho - mas tudo já foi visto antes. E as motivações dos heróis e dos vilões são bobas e fúteis. Mas é claro que vai haver uma sequência (inclusive há uma cena depois dos créditos que dá a dica de quem será o próximo vilão), e vamos esperar que esse primeiro filme faça escola e o segundo se preocupe mais com a "humanização" dos personagens. E se de fato haver uma sequência, ela não vai ter que perder tempo com a velha introdução no universo do filme - feita, ainda bem, rapidamente numa cena intergalática em que Hal é treinado para ser um "bom lanterna".
Vamos esperar por uma sequência mais direta, menos previsível e menos boba. Seja no dia mais claro, na noite mais escura... blablablá.
Por: Lucas Leão
15 de agosto de 2011
Rugindo com o Leão - Versão para Kids
Postado por Miguel CarvalhoPara o lançamento de "Super 8", filme dele produzido por Steven Spielberg, Abrams fez dois sites: um de promoção do produto "Rocket Poppetteers", que chegou a dar um diploma - que nada tem a ver com o filme - pra quem se inscrevia no site. Eu mesmo tenho um desses diplomas aqui, que guardo com todo o orgulho, e mostro falando: "Eu tenho uma peça de promoção oficial de um filme do J. J. Abrams produzido pelo Steven Spielberg."
(Normalmente é nessa hora que as cocotas fogem.)
E um outro site que simulava uma invasão no sistema de segurança de um computador e uma conversa entre duas pessoas. A coisa toda era bem oculta e precisava de paciência, de imprimir um monte de coisa, etc... Era coisa bem pensada mesmo.
Tudo isso aumenta o interesse do pessoal em assistir o filme. E eu acredito que se o lançamento de "Super 8" tivesse sido na época programada (ou seja, junto com o lançamento nos EUA), teria levado mais gente ao cinema. Mas as distribuidoras brasileiras acham lindo atrasar filmes... Por falar nisso, empurraram "Premonição 5" do começo para o final do mês. Mas voltando à "Super 8"...
O filme começa com uma ambientação bacana pra caramba, nos mostra a história do gurizinho principal, e apresenta a premissa da obra: alguns meninos estão filmando um filme com uma câmera de 8mm (a "Super 8" do título, muito popular entre as famílias antes das filmadoras de fitinha) perto de uma ferrovia quando testemunham um "acidente" de trem, que parece ter sido muito intencional.
A cena do trem, é claro, é de tirar o fôlego, assim como a cena "clímax" (sobre a qual não vou dar detalhes para não estragar a surpresa de quem assim vai assistir) em questão de efeitos especiais - a do trem ainda mais bem-feita do que o tal "clímax".
Desse ponto em diante, os garotos se deparam com militares para todos os lados que estão mais preocupados em encobrir o acidente como investigar as coisas estranhas que estão acontecendo na cidade, como o sumiço de todos os cães e até de pessoas.
Os meninos acabam se deparando com um monstro liberado no acidente de trem, e tem que fazer escolhas pra salvar sua cidade blablablá... o resto é história. Não que a história deixe a desejar - em momento algum. "Super 8" é legal. Só decepciona graças às expectativas altas criadas pelo marketing.
Embora seja um filmão - bons efeitos, vários atores mirins bacaninhas, um roteiro decente - não tem nada inovador. De fato, pela premissa principal, e pelo diretor, até fica um pouco de impressão ruim, e é inevitável fazer comparações com "Cloverfield", que tratava também de um monstro. A diferença é que aqui Abrams optou por um filme "convencional" (ao invés de "em primeira pessoa), do ponto de vista de crianças, ambientado no passado e - o ponto mais importante - que tem começo e fim (leia-se: é explicado). Enquanto em "Cloverfield" nós ficamos boiando sobre de onde veio o monstro, o que aconteceu e o que aconteceu depois (o que eu particularmente adoro), em "Super 8" temos uma explicação clara de onde vem o monstro e um desfecho bonitinho.
"Super 8" é um filme bom, sim. A única coisa que estraga um pouco é o estigma do diretor - porém ele nos mostra que sabe com maestria fazer, sim, um filme de monstro. Talvez ele ainda esteja tentando fazer o que disse que queria fazer com "Cloverfield" - "um monstro emblematicamente americano". Não foi dessa vez. Mas fez um filme decente.
Por: Lucas Leão
1 de agosto de 2011
Rugindo com o Leão - Hail Hydra!
Postado por Miguel CarvalhoIsso não quer dizer que sua história seja melhor (nem pior) do que as dos outros heróis. Na verdade, em questão de filme, Capitão América sai na frente: "O Primeiro Vingador" (que é na verdade o último filme solo de heróis dos Vingadores) é muito superior aos filmes dos outros heróis, como Hulk e Thor.
Apesar de o filme se passar durante a Segunda Guerra Mundial (1943, pra ser exato), a primeira cena - e a última - são nos dias atuais, para fazer uma ligação com "Os Vingadores", que sai ano que vem. Na abertura, cientistas encontram destroços de alguma coisa não identificada e, dentro dela, o famoso escudo do Capitão América. E aí entra a história principal no filme, já vista no trailer: um cara mirradinho tentando entrar no exército e sendo negado uma pá de vezes, pra acabar sendo cobaia de um experimento que o transforma em um super soldado. Mas antes que ele possa batalhar de verdade, tem uma pausa pra uma longa carreira no showbiz, fazendo dancinhas ridículas pra promover a guerra e incentivar os jovens a se alistarem no exército. Até que ele descobre que seu melhor amigo pode ter morrido em batalha, e vai a procura dele.
A partir daí o soldado sai arrebentando tudo pra derrotar os nazistas, até que descobre uma ameaça maior que eles, o vilão Caveira Vermelha. Reconheço que deve ser difícil para a produção do filme fazer com que esse vilão ficasse o menos ridículo possível, e eles optaram bem em fazer uma coisa opaca, ao invés de tentar fazer o "vermelho" da caveira parecer com sangue ou músculos. Foi uma boa escolha, que ajudou um pouco a engolir o vilão, um tanto ridículo por si só.
O filme tem algumas referências interessantes. Por exemplo, quando o Capitão América está atuando como cantor de coral, antes de virar herói de verdade, vemos alguns garotos na rua comprando gibis dele. A capa daqueles gibis é a mesma da primeira revistinha lançada do Capitão América.
Mas as melhores referências são aquelas ao próprio universo da Marvel: o artefato buscado pelo Caveira Vermelha, por exemplo, vem do universo de Thor, e um dos auxiliares do herói do filme é o Senhor Stark. Sobrenome familiar? É o pai do Homem de Ferro, mesmo.
O filme é excelente, um dos melhores da safra de super-herói, e tem um grande mérito que poucos dessa linha conseguem: não deixa o espectador perdido em momento algum. Mesmo entre as cenas de batalha, é sempre possível acompanhar a história, detalhe essencial para um filme de super-heróis, que muitas vezes é esquecido.
A cena "extra", que conecta este filme com "Os Vingadores", não é exibida depois dos créditos finais, mas como uma conclusão do filme: ao invés disso, depois dos créditos, é exibido um trailer especial de "Os Vingadores". Vale a pena assistir. Vale muito.
Por: Lucas Leão.
29 de julho de 2011
Código-Fonte
Postado por Miguel CarvalhoPor causa dessa história, fiz o download do filme, há um mês, e não me arrependo. "Source Code" é um thriller interessante, recomendadíssimo para quem gosta do gênero e para quem curtiu os lançamentos similares desse ano, como "Desconhecido" e "Sem Limites". Quando o filme estreiar nos cinemas (desculpe: SE o filme estreiar nos cinemas), pretendo assistí-lo de novo.
O filme conta a história do militar Colter Stevens (Jake Gyllenhaal, que provavelmente já está aqui na seção Lente de Contato, ou vai estar qualquer dia desses), que acorda a bordo de um vagão de trem, a frente de Christina, uma mulher desconhecida que conversa com ele como se fossem velhos amigos.
Confuso, Stevens fica perdido e tenta entender o que está acontecendo, sem saber que seu tempo é curto: oito minutos depois, o trem em que ele está explode, matando todos a bordo.
Stevens acorda em uma cápsula, e toda a história é explicada por sua colega (interpretada pela linda Vera Farmiga): ele é parte de um experimento. A cada vez que a máquina em que ele está conectado, o Código Fonte, for ligada, ele voltará para os últimos oito minutos da vida de um dos passageiros do trem, e sua missão é descobrir quem é o terrorista que disparou a bomba, para evitar um futuro ataque.
A cada "volta no tempo", Colter tenta descobrir o culpado e ao mesmo tempo mudar algumas coisas, como salvar passageiros do trem. E continua tentando mesmo ao saber que o que está acontecendo não é de fato uma volta no tempo, mas uma criação de um universo paralelo.
"Source Code" é um filme muito bem pensado, com uma reviravolta brilhante no roteiro, de um jeito que há muito não se vê. Um suspense instigante, com atuações preciosas. É uma pena que a Imagem Filmes não quer que essa obra seja vista em terras brasileiras.
Por: Lucas Leão
19 de julho de 2011
Rugindo com o Leão - Uma Cilada Dupla, Parte 2
Postado por Miguel CarvalhoTem que ter estômago pra aguentar uma pré-estreia à meia-noite de qualquer filme. Por um motivo muito simples: pra um filme ter uma sessão de pré-estreia à meia-noite, é porque tem uma legião de fãs assíduos. E fãs assíduos gostam de se vestir como os personagens do filme, de agir como os personagens do filme, de saber as falas dos personagens do filme e falar junto, e de gritar nas melhores partes do filme.
18 de julho de 2011
Rugindo com o Leão - Uma Cilada Dupla, Parte 1
Postado por Miguel CarvalhoSemana passada não teve "Rugindo com o Leão" porque o Leão (que eu costumo chamar de "eu") não assistiu porra de filme nenhum no cinema porque não tinha ninguém pra ir com ele -q. Daí o Miguel, pra sacanear, mandou eu escrever post duplo. Então vamos lá.
4 de julho de 2011
O Lado Demorado dos Filmes
Postado por Miguel CarvalhoEssa semana estreiou um filme legal pros marmanjos ("Transformers 3" AEAEAE) e um filme que... bom, eu não conheço ninguém que queira assistir "Os Pinguins do Papai". Aliás, alguém me explica por que fizeram esse filme? Ok, continuando...
Fui assistir "Transformers - O Lado Oculto da Lua", é claro. Não porque eu acho legal (na verdade, eu odiei muito o primeiro e o segundo filme), mas porque eu assisti o trailer em 3D umas vinte vezes e achei foda bagarai. Então já vou começar concordando com o que todo mundo tá falando: é o melhor uso do 3D já feito, sim. Toda cena tem uma profundidade bacana, e nada "voa" exageradamente na sua cara, vem tudo de um jeito muito equilibrado - e muito foda. Assistam em 3D, de preferência no melhor cinema 3D da cidade (dica pros goianienses - apesar dos horários péssimos, tentem assistir no Goiânia Shopping. É a melhor tecnologia que tem por aqui. O do Buriti e o do Bougainville são bons também. Só não assistam no Flamboyant, pelo amor de Deus, porque o 3D daquele cinema é uma bosta, e é um absurdo assistir "Transformers - O Lado Oculto da Lua" em 2D).
O filme é legal. Segue o mesmo padrão dos dois anteriores - uma história cheia de "reviravoltas", algumas esperadas, outras forçadas, outras até legais, recheado com robôs se explodindo o tempo todo e uma gostosa pra encabeçar o elenco. O único problema é a enrolação. Tem uma hora e meia pra história (até legal), meia hora pra robôs se destruindo (o que é bacana de ver, principalmente num 3D fodão), e mais umas cinco horas de enrolação. Por exemplo, quem viu o trailer sabe que tem uma hora em que um prédio cai. A cena ficou MUITO bem feita. Porém (SPOILER ALERT), toda a cena é inútil. Só serve para explorar os efeitos e retardar a história, e isso incomoda bastante, principalmente porque ela acontece já passadas duas horas de filme. E com isso o final fica MUITO "What the fuck???". O filme acaba, literalmente, do nada, porque se fossem fazer um desfecho ninguém conseguiria ficar na sala (FIM DE SPOILER).
Durante a primeira hora (aliás, até as duas horas de duração) o filme vai muito bem, explicando toda a "conspiração" da corrida espacial americana e soviética, que teria como real objetivo o estudo de uma nave de Cibertron caída ali. E é isso que, depois, desencadeia a história, com a apresentação de Sentinel Prime (um "antecessor" do Optimus, muito fodão), robô adormecido na nave, que procura os "pilares" construídos por ele, que se caírem nas mãos do Decepticons poderão significar uma destruição muito grande para nós, terrestres.
No plano de fundo, temos Sam (Shia LaBeouf, sempre bom ator, que tenta aliviar a tensão de quase três horas de metal retorcido, e até consegue) com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley, linda, que teve que ser arranjada às pressas depois que Megan Fox resolveu xingar seu diretor), tentando arranjar um emprego - e acaba conseguindo, numa empresa que, surpresa!, é ligada com a NASA e tinha muita coisa a ver com as armações da corrida espacial.
O roteiro é bem ligadinho e coeso, e há poucos erros gritantes (por exemplo, o fato de que um planeta inteiro fica entre o Sol e a Terra e continua sendo dia... mas a gente releva). A direção de Michael Bay é divertida e mesclada, e não te deixa ficar muito "perdido" - o que é difícil de fazer com tantos robôs se batendo por tanto tempo. As cenas em que ele faz "cortes" para acelerar a história são uma grande sacada.
Por fim, fica a avaliação final: "Transformers - O Lado Oculto da Lua" é uma descarga de adrenalina com um roteiro bem feitinho. Não fosse tanta enrolação, seria um filme muito bom. Mas continua sendo bonzinho. Cansa um pouco, mas continua sendo divertido. E os efeitos... Bom, vamos admitir: fazem o filme valer a pena.
Por Lucas Leão
27 de junho de 2011
Rugindo com o Leão: Dorgas, larguei. Agora sou crítico.
Postado por Miguel CarvalhoDessa vez, pensamos em fazer um quadro como um... "suplemento semanal cinematográfico".
Antes que você saia por aí perguntando MÁ QUI PORRAÉ ESSA?, eu explico: o Miguel, que sabe que eu sou viciado em filmes, fez uma proposta e eu adaptei. Toda segunda, vou vir aqui nesse espaço comentar sobre uma das estreias da semana, fazendo meio que uma "crítica-crônica". Sei lá se isso vai dar certo. A gente tenta.










